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Yahoo! beats Google in the Semantic Web race

March 15th, 2008

A ironia. No triste dia em que, assim como quem diz, o Yahoo! que conhecemos nos deixa, fá-lo com um marco histórico. Ontem revelaram mais detalhas da iniciativa “Y! Search Open Platform” que basicamente transformará o motor de busca do Yahoo! no primeiro dos gigantes a abraçar a visão da Web Semântica.


“Initially, we plan to support a number of microformats, including hCard, hCalendar, hReview, hAtom, and XFN. Yahoo! Search will work with the web community to evolve the vocabulary framework for embedding structured data. For starters, we plan to support vocabulary components from Dublin Core, Creative Commons, FOAF, GeoRSS, MediaRSS, and others based on feedback. And, we will support RDFa and eRDF markup to embed these into existing HTML pages. Finally, we are announcing support for the OpenSearch specification, with extensions for structured queries to deep web data sources.”

Ah, e vão suportar Opensearch também. It’s about time.

Big!

Portuguese, Tech stuff

  • Celso
    Peace out man. Não tou pissed, a sério. Hoje em dia é preciso muito mais de que uma boa e acesa discussão. Já sabes que eu sou um cabrão de um arrogante, a culpa foi toda tua, TODA TUA, em dares continuidade ao thread.

    Continuamos a chapadeira quando cá vieres. Sou todo a favor da violência física quando tudo o resto falha.

    Stay well and keep in touch ;)
  • Celso, eu considero-me teu amigo, e por isso nunca iria dizer-te nada com intenção de te ofender ou faltar ao respeito como sugeriste, muito menos em páginas públicas como esta.

    Eu já não tinha mais nada a acrescentar à discussão, mas como parece que te sentiste ofendido com coisas que eu disse, sinto-me na obrigação de fechar o assunto esclarecendo coisas que parece que fui mal entendido. Vamos por partes.

    Eu nunca disse que tu eras anti-Google. Se eu entendi bem, tu mesmo é que sugeriste que o Google não trata bem todos os parceiros, como o SAPO, como tu achas que devia. Não sei se era isso que querias dizer, mas foi isso que eu entendi do que escreveste.

    Eu não sou mais pro-Google do que seria pro-Yahoo se o Yahoo me mandasse tantos visitantes para o meu site e se o YPN estivesse disponível para sites de fora dos Estados Unidos como está o Google AdSense. Como isso não acontece, não posso ser pro-Yahoo como sou pro-Google.

    E não foi por não querer. Eu inscrevi-me para entrar no YPN e já recebi 2 convites para entrar, mas nunca consigo porque o formulário de inscrição exige que os donos de sites sejam dos Estados Unidos.

    Portanto, a deficiência não é minha nem do Google, é do Yahoo.

    Sobre o livro Blue Ocean Strategy, pelo que dizes deduzo que ou não leste ou leste por alto. O interesse do livro não é sobre a história de empresas que aplicaram a teoria. O que o livro ensina é como são métodos analíticos para criar e manter oceanos azuis. As empresas que menciona são apenas dadas como exemplos para demonstrar os métodos descritos. Umas empresas são antigas e outras são novas.

    Não gosto de ler livros porque me exige muito tempo. Apenas estou a ler este porque não tive formação em administração de empresas e como tenho uma pequena empresa preciso seguir métodos comprovados que usam a inovação para diferenciar negócios que pretendo que sejam muito lucrativos.

    Quando mencionei e insisti com o livro, fi-lo com intenção de quem te quer ajudar a fazer o que pretendes. Se não te interessa o assunto ou achas que não precisas saber porque não vais aplicar na tua actividade ou já sabes tudo que ali é ensinado, tudo bem, não me chateia nada. Cada um com os seus problemas.

    Por fim, se leres outra vez o que escrevi, podes notar que eu nunca disse que "ainda estás no SAPO porque és bem pago."

    O que disse e continuo a dizer é que deves continuar a fazer o que gostas. Porém, como não existem empregos eternos, acho que também deverias pensar na eventualidade de um dia teres de sair do SAPO, seja por tua vontande ou por alguma força de circunstância que pode transcender o poder da posição que ocupas.

    Por exemplo, eu não estou em Portugal, pelo que não sei se isso ainda vai acontecer, mas vi uma entrevista do Belmiro de Azevendo na altura da OPA onde ele diz que "não há derrotas definitivas". Deduzo que a SONAE pelo menos naquele momento pretendia ainda voltar para tentar comprar a PT outra vez mais tarde.

    Se isso acontecer, é obvio que as empresas da PT vão ser restruturadas e muitos dirigentes serão dispensados. A eventual OPA da SONAE sobre a PT é uma situação muito parecida à da OPA da Microsoft sobre o Yahoo.

    Como disse não desejo que saias do SAPO contra a tua vontade, mas pode ser que se a SONAE comprar a PT, talvez saias por tua vontade ou te mandem sair. Seria uma situação nada agradável, mas não acredito que seja impossível.

    Nessa altura, concerteza precisarias repensar a tua vida e eventualmente te lançares em projectos pessoais sem as "costas quentes" duma grande empresa como a PT/SONAE .

    É dificil que um projecto independente de negócio para Web de uma "startup" não dependa do Google. Foi só por isso que comentei que não me parece bem ficares a fazer comentários públicos acerca do Google eventualmente não tratar os parceiros como deve ser.

    Seja como for, o que eu quero que fique claro, é que se te faço algumas recomendações, é porque acho bem te dar conselhos de amigo. Se mesmo assim os meus conselhos te irritam, como parece que foi o caso dado a tua reacção, pronto eu desisto de comentar no teu blog para se acabar com o problema de vez.

    Oh, que cena, acabei de escrever outro testamento, e tenho tanto que fazer. Ok, podes comentar o que quiseres porque eu não vou dar seguimento aqui porque senão nunca mais acabo o que preciso fazer.

    Fica bem.
  • Celso
    Lemos,

    Para fechar isto.

    Eu não sou anti-google. Estás a meter essas (e outras) palavras na minha boca. Gostas muito de mandar o barro à parede. Eu sou anti-"pro-google", simplesmente porque tenho uma perspectiva e uma experiência de relacionamento comercial com eles que tu não tens. Respeita isso.

    Eu conheço bem a teoria dos oceanos, todos os MBAs de gestão levam com isso e eu por consequência, numa base recorrente, e já vi que és um fã. Mas livros há muitos. Se queres que te diga acho-o um bocado básico - só fala de conceitos que já existem há décadas, o que acrescenta é a metáfora dos oceanos, que é catchy. Aconseho-te a ler o Black Swan, bem mais interessante e estimulante, se é isso que procuras.

    E não me dês lições de como devo promover a inovação dentro da minha empresa, nem faças ilações de como eu ainda estou no SAPO porque sou bem pago, é foleiro e roça a falta de respeito. Da minha vida sei eu ok?

    Abraços.
  • Celso, OK, já percebi que realmente com a tua posição na PT não deverias expôr publicamente uma opinião diferente.

    Se o Google foi parceiro do SAPO e deixou de ser por desentendimentos em relação às questões da publicidade como sugeriste, não sou que te vou convencer que o Google é um benfeitor para o SAPO.

    Não sei se será o caso, mas imagino que também que não simpatizes com o Google porque hoje em dia cada vez mais pessoas vão navegar na Web começando logo por buscas no Google, em vez de irem a portais como o SAPO como faziam no passado.

    Para além disso o Google compete em grande pelo bolo da publicidade em todo mundo, incluindo Portugal. Entendo que estes factos sejam chatos para o negócio do SAPO.

    Mas isso não muda a nossa realidade, dos pequenos donos de sites. É um facto inegável que o Google tem sido um benfeitor, como já disse, porque nos traz muito tráfego de graça e nos rentabiliza o conteúdo. Podia pagar-nos mais? Podia, mas o que paga já é bom.

    O que me parece é que tu não estás muito sensível à realidade dos pequenos sites.

    A verdade é que todos sites foram pequenos um dia, até o SAPO. Uns tiveram oportunidades e cresceram de forma a se auto-sustentar. Outros não, e morreram.

    Concerteza alguns dos sites que foram para o portal do SAPO e outros portais, tiveram a sorte que outros não tiveram porque puderam ter tráfego e assim mais oportunidades de gerar receita para se auto-sustentar.

    Não era para te melindrares quando me referi aos sites do portal do SAPO como sendo "meia-dúzia". Não estava a menosprezar esses sites ou sequer o SAPO. Estava apenas a evidenciar que são apenas alguns sites.

    Muitos outros ficaram de fora. Alguns concerteza até nem tinham pouca audiência, mas o modelo de portal tipo SAPO praticamente exclui multiplos sites para o mesmo fim, tirando algumas excepções, como jornais.

    Onde quero chegar é que o modelo de portal tipo SAPO é limitado. É um "short tail".

    Por outro lado, o Google conseguiu beneficiar muitos pequenos sites com o tráfego de buscas e o AdSense. É um "long tail".

    A verdade é que muitos pequenos sites já não são tão pequenos porque os seus donos conseguiram ganhar dinheiro suficiente com AdSense e outras fontes de receita para dedicar mais tempo a fazer crescer esses sites. Isso eu bem sei do que estou a falar.

    Mas para que o crescimento sustentável aconteça foi preciso que alguém tenha dado uma mãozinha em termos financeiros. No meu caso não foi só o Google, mas o Adsense deu uma grande ajuda. Hoje até podia prescindir dos 30% de minha receita que vem do AdSense, mas não era assim há 4 anos.

    Se ainda não estás a entender muito bem porque nós os donos de pequenos sites devemos muito ao Google, e se preciso engolimos a redução de percentagem de lucros que temos sido sujeitos ao longo dos anos, talvez quem sabe um dia tenhas de sair da PT/SAPO e tentes criar um site teu com os teus próprios meios, e assim vejas como o Google tem sido uma dávida para nós os pecanitos.

    Antes que me fiques a rogar pragas, não desejo que saias do SAPO. Parece que estás satisfeito onde estás e não deves ser mal pago, pelo que acho que deves ficar enquanto puderes.

    Claro que como não há empregos eternos, se um dia as circunstâncias te obrigarem a sair, és sempre benvindo entre nós os pecanitos! ;-)

    Mas o que tinha isto a ver com o tópico do teu artigo? Tudo. Por exemplo, vejo-te a tentar minimizar o Google face a um anúncio de uma iniciativa que ainda nem sequer está disponível do Yahoo.

    Acredita que não me chateia nada dizeres mal do Google o que te apetecer. É problema teu. Mas agora imagina que realmente um dia acontece mesmo de saires do SAPO e teres de investir num projecto por conta própria.

    Não sei o que achas, mas era capaz de ser foleiro teres de vir a depender das práticas de negócio do Google que criticas publicamente. Mas pronto, é só uma opinião, estou apenas a dar-te um toque, não sou eu que te vou dizer o que deves ou não dizer em público.

    De resto a outra coisa que ter queria dizer é que não concordo com a tua desculpa que o mercado de Portugal é pequeno e por isso é mais dificil inovar. Muitas inovações surgiram em circunstâncias onde havia mais restrições.

    O Brasil é bem maior que Portugal, mas mesmo assim há empresas muito semelhantes ao PT/SAPO que muito copiam e pouco inovam, como é o caso que conheces do UOL.

    A propósito do UOL, lembras-te do Victor Ribeiro? Não sei se sabes mas saiu do UOL e foi para o Google Brasil!

    Mas voltando à questão da inovação, acho que a inovação não devia ser um fim, mas sim um meio para as empresas se diferenciarem da concorrência. Se as empresas não se esforçarem para inovar e se diferenciarem, vão sempre ter de competir na base de baixar os preços dos produtos e assim lucrar menos ou mesmo perder dinheiro.

    Não vou dizer que é fácil inovar, mas também se não houver uma cultura dentro das empresas em promover inovação, realmente as empresas sempre vão se debater com perdas devido à concorrência. Mas estas cenas são tão óbvias, que acho que nem precisava de as dizer.

    Eu poderia ficar aqui também de todo investimento que tenho feito no meu pequeno site desde há muitos anos, mas isso deves saber, basta acompanhar o blog. Felizmente o esforço já começa a dar frutos financeiros significativos. Este mês vai haver mais um lançamento interessante.

    Mas isso sou eu a fazer por mim. Se te interessam estes assuntos de como as empresas têem se dado muito bem apostando em inovações, deixo-te 2 recomendações:

    1. Uma já te mencionei antes que é o livro Blue Ocean Strategy. Não me vou estender mais sobre isso. Digo apenas que aquilo é uma biblia que até gajos técnicos como tu deveriam ler. Faz alguma coisa por ti mesmo, compra o livro e lê-o todos, nem que seja aos poucos só quando vais à casa de banho! ;-)

    2. Outras coisa, é um o Killer Innovation podcast do Phil McKinney, não sei se conheces, é o guru da inovação que trabalha na HP como director de R&D . Assina o feed e ouve o podcast. Há vezes que é um bocado seca, mas vale a pena.

    http://www.killerinnovations.com/

    E pronto, chega de testamentos! Até parece que não tenho mais que fazer! ;-)
  • Celso
    Amigo, mais de 50 parceiros não é "meia duzia" de sites num País como Portugal. Quantos mais existem? E quantos Blogs é que em Portugal fazem dinheiro suficiente para pagar umas jantaradas e o hosting para além do Jr e mais uma mão cheia deles ? Isto é muito pequeno pá, não é o Brasil. Já te esqueceste?

    Só para teres uma ideia do que estamos a falar, o mercado da publicidade online em Portugal valeu à volta de 30M de euros. A rede SAPO fez uns 14M (cerca de 50%). O resto foi dividido entre Google e todos os outros players nacionais. É esta a dimensão de Portugal.

    Eu sou absolutamente a favor da concorrência. É preferível ter uma Internet Portuguesa com players fortes e com concorrência entre eles do que sermos completamente comidos pelos giganes globais contra os quais, por questões de escala e de recursos, é sempre muito difícil inovar ou jogar. É o preço da característica de mercado global da Internet. É só olhar para Espanha para ver o que nos pode acontecer. O nosso esforço relativo (receitas/capex) para nos mantermos na corrida, só em Portugal, é muito superior ao esforço do Google ou da Microsoft.

    Em relação ao passado da PT, ao SAPO ADSL (um negócio da PT Comunicações que usa a marca do Portal) ou derivados, por razões óbvias não posso aqui ter essa discussão. Nem sequer me sinto habilitado a tê-la. Mas também não vejo a relação com o thread inicial ou com a questão do Google. O argumentário comparativo não justifica absolutamente nada.

    E pela segunda vez, só porque referes isso e para que fique claro, eu gosto dos produtos do Google e admiro e respeito tudo o que fizeram pela Internet. A diferença entre mim e ti é que tu julgas que o Google é um benfeitor e eu só vejo uma grande empresa cotada em bolsa, that's it.

    Em relação ao resto, acho que esta é uma daquelas situações em que temos pontos de vista e idiferentes. O melhor é aceitar isso.

    ;)
  • Celso, desculpa lá lembrar-te, mas estás na empresa errada para fazer juízos sobre a ética de qualquer outra empresa. Durante décadas a PT sempre abusou do mercado, especialmente depois que foi privatizada.

    Tudo isso que disseste sobre que o Google "abusa" do mercado por não ter concorrência poderia ter sido dito da PT ou da Microsoft.

    A grande diferença é que o Google e a Microsoft criaram um ecosistema que alimenta o seu negócio.

    O Google criou uma busca que todos querem usar de livre e espontânea vontade. Ninguém é obrigado a usar a busca do Google porque não há falta de alternativas.

    Em cima disso criou o AdWords para alimentar a necessidade de divulgação dos anunciantes que lhes pagam. Ao mesmo tempo alimenta com audiência os sites que põe AdSense e repassa uma parte dos lucros do AdSense.

    Da mesma maneira, a Microsoft criou o Windows, que gostemos ou não, alimentou um mercado enorme de fabricantes de computadores e periféricos, aplicações, formação, certificação, tudo à volta do Windows.

    E a PT/SAPO o que fizeram? Alimentaram algum ecosistema? Tirando aquela pequena quantidade de sites que estão no portal do SAPO, de repente não estou a ver!

    Esse é que é o ponto fulcral. Ao contrário do que sugeres, o mundo não gosta do Google apenas pela engenharia. Penso que o motivo principal é que o Google é o site que mais leva audiência aos sites de conteúdo. E se puserem AdSense, os donos de sites ainda podem facturar uma pequena bolada todos meses, permitindo viabilizar esses sites financeiramente.

    Bem sabemos que a percentagem de divisão de lucros do AdSense não é transparente e tem vindo a cair todos os anos. Porém, isso não muda o ponto fulcral: o Google alimenta o seu ecosistema.

    "Money makes the world go around". Achas isso anormal?

    Nota que eu não estou a falar tanto em meu nome porque apenas 30% da minha receita vem do AdSense.

    De resto a tua alegação que qualquer clone de Google "só precisa de duas coisas para ser diferenciador e vencedor" precisa ser comprovada antes de achares que vai ser fácil ou que vá demorar poucos anos. A Microsoft também quer comer esse bolo, mas já admitiram que não vai demorar menos de 5 anos.

    Eu já perdi a conta de quantos clones do AdSense eu tentei. Todos umas belas porcarias porque sempre me geraram receita medíocre. Desisti. Acho que isso acontece com todos clones que meramente copiam o Google e não dão mais vantagens aos sites e aos anunciantes.

    O que se passa é que o Google usa leilão holandês para maximizar a receita de cada dono de site quando certas keywords são muito concorridas, e ao mesmo tempo não cobrar demasiado aos anunciantes quando não há muita concorrência.

    Isto signfica que quando não existe muita concorrência, os cliques vão valer o mínimo. É preciso desenvolver o mercado atrair muitos anunciantes para movimentar os leilões, coisa que o Google já faz desde há muitos anos.

    Por isso é que a maior parte dos concorrentes do AdSense/AdWords não saiem da estaca zero e acabam por desistir ou falir mesmo.

    Não estou a dizer que esse vai ser o destino do AdSense do SAPO. Mas obviamente o caminho não me parece ser fácil, especialmente quando ainda vão ter de lidar com problemas complicados como fraude de cliques e anúncios ineficientes escritos por anunciantes sem experiência, coisas que o Google já tem um sistema muito mais maduro para lidar com isso desde há muitos anos.
  • A technorati tentou fazer isto no kitchen.technorati.com , mas não o fez muito bem. Não suporta RDFs nem muitos uf's. Os resultados são muito repetidos e pouco valiosos. Esperemos que a Yahoo! venha mostrar como as coisas se fazem.

    Quanto ao Google e aos comentários... o problema até agora tem sido extrair informação valiosa das páginas, estas técnicas permitem aos autores focar a atenção dos utilizadores e parsers no que realmente interessa. Acham mesmo que os spammers vão conseguir entrar em pesquisas bem mais profundas e concentradas? Se virmos bem, hoje em dia o que é tido em linha de conta sao links para páginas. Esta nova fase vai interligar pedaços de conteúdo e isso é bem mais valioso. Quanto a serem "enganados", não é nada que já não aconteça hoje. Pelo menos os utilizadores ganham em relevância de conteúdos.

    Quando li o artigo no techcrunch e no readwriteweb fiquei boquiaberto... isto é do tipo de coisas que a web precisa: motivação para criação de conteúdos semânticos quer através do RDF, quer através dos microformatos.

    Agora, não concordo com a afirmação: "Quanto à Web semântica, muito se fala e pouco se vê em termos de aplicações de grande valor para os utilizadores."

    Em pouco mais de 2 anos, os microformatos trouxeram os conceitos do sonho do Tim B-Lee para os dias de hoje, sobre os formatos actuais e tanto utilizadores como publishers já beneficiam destes conteúdos _hoje_. Não é mainstream ainda, mas é exactamente este tipo de iniciativas que ajudam a chegar mais perto dessa realidade. E acho que a Yahoo! sabe muito bem o que está a fazer.

    Creio que nunca vai haver um mecanismo inócuo a abusos... uns vão ser mais permissivos e outros menos. Este, parece-me menos que o actual modelo.
  • Celso
    :)

    Don't get me wrong. Eu já estou muito para lá da fase da sensibilidade em relação a comentários sobre o SAPO, really, trust me. Já são 13 anos, já vivi e ouvi de tudo do SAPO. Universidade, startup, startup com escritórios grandes em Lisboa e umas 4 ou 5 configurações dentro PT. Não há paternalismo que sobreviva a uma viagem destas. Eu só ainda estou no SAPO porque racionalmente falando, continua a ser um projecto único em Portugal e um grande desafio, e isso dá-me gozo, period.

    Não é a desinformação sobre o SAPO (a original versão Portal da marca) que me tira serinidade, é a predisposição para falar do negócio do Google como se fosse a melhor coisa que aconteceu ao planeta.

    Olha só o que disseste: "O AdSense do Google dá de comer a muitos milhares, senão milhões de famílias em todo mundo.". Achas isto normal?

    E se eu te dissesse que o Google lhes rouba dinheiro? Que o Google não é transparente na forma como distribui os rendimentos? Que a falta de concorrência lhes permite ditar essas percentagens e ocultar o racio entre o income e o outcome? Que trata mal os parceiros de negócio porque lhes exige parâmetros que não aplica ao seu próprio negócio? Duvidarias, é claro, e eu percebo porquê. Porque 1. O Google ainda vive num estado de graça. 2. Não há alternativas 3. Tu és uma dessas famílias. Mas olha que os bastidores...

    Eu não quero fazer julgamentos mas tenta lá meter as coisas em perspectiva ok? Podemos todos adorar a engenharia do Google, o que fizeram pela Internet, os seus produtos, e eu aqui até estou na primeira fila mas vá lá, reallity check: no fim do dia o Google é uma empresa como qualquer outra, cotada na bolsa, e com accionistas que exigem dela tudo o que for necessário para obter dividendos. Same with Apple.

    De resto, qualquer clone do AdSense, melhor ou pior do ponto de vista de funcionalidades, só precisa de duas coisas para ser diferenciador e vencedor: dar mais dinheiro aos produtores de conteúdos e ser mais eficiente para os anunciantes.
  • Começando de trás para a frente, sobre a Web semântica, o chefe da busca do Google disse o seguinte: "We deal every day with people who try to rank higher in the results and then try to sell someone Viagra when that's not what they are looking for. With less human oversight with the Semantic Web, we are worried about it being easier to be deceptive".

    Daqui penso que se pode concluir que que eles não vão beneficiar sites que usam marcas semânticas. Eu acho bem. Caso contrário, os spammers vão se beneficiar com marcas semânticas forjadas, em prejuízo dos que oferecem sites com conteúdo mais valioso para os utilizadores mesmo que não usem marcas semânticas.

    Sobre o que o SAPO faz, Celso, compreendo que sempre que se fala em SAPO, é algo que ficas particularmente sensível, porque obviamente é como se fosse o teu filho.

    Porém, acho que te ajudaria um pouco a melhorar o "teu filho" se conseguisses olhar para os comentários e criticas com frieza e objectividade como se estivessem a falar do filho do teu vizinho. É apenas a minha opinião, não tens que concordar.

    Se leres outra vez o meu comentário quando falo em parceiros de divisão de receitas, não estou a falar de apenas algumas dezenas de parceiros debaixo de portais como o SAPO. Esse é um modelo da Web 1.0 que funciona, mas apenas uma elite de parceiros estão a comer o bolo.

    O AdSense do Google dá de comer a muitos milhares, senão milhões de famílias em todo mundo. Não tem comparação.

    O Google alimenta o seu próprio ecosistema, não só com dinheiro de anunciantes que pagam um valor que é repartido com muitos donos de sites, mas também enviando elevados volumes de tráfego para cada site de conteúdo através de resultados da busca, sem que estes paguem um tostão ou sejam obrigados a ficar debaixo do mesmo portal.

    O Facebook permite praticamente a qualquer dono de site adaptar os seus sites para os correr debaixo do Facebook. A partir daí cada dono de site rentabiliza como bem entender a bolada de audiência que obtem de graça.

    É disto que estou a falar quando digo que o Google e Facebook partilham lucros com parceiros em grande escala. Isto é Web 2.0, todos pode ganhar, não apenas a elite que foi convidada a entrar no portal do SAPO.

    Por isso, Google e Facebook são empresas adoradas por muitos, apesar de obviamente não serem perfeitas para todos.

    Em relação ao AdSense do SAPO, eu já sabia porque tinha falado com o JR a umas semanas atrás. A minha pergunta para ti foi colocada deliberadamente para te provocar sobre isso (sou lixado). ;-)

    Eu não estou em Portugal, mas na 2 semanas que estive aí no ano passado, falei com várias pessoas que por acaso comentaram sobre o SAPO, e houveram dois tipos de comentários que achei pertinentes. Nota quem nem sequer são a minha opinião, mas sim o que eu ouvi.

    Um é que sendo o SAPO do grupo PT, ainda sofre um pouco com o ódio de estimação que muitos portugueses têm pela PT desde há muitos anos. Quer dizer, para muitos portuguese a PT é "evil", logo tudo que as empresas da PT fazem é encarado com ressentimento e desconfiança. É chato para quem trabalha nas empresas da PT sem culpa nenhuma, mas é verdade.

    O outro comentário, é que muito do que é feito no SAPO é cópia de coisas que outras empresas fizeram lá fora. Como não tenho estado em Portugal, não sei se a crítica será totalmente justa.

    Seja como for, voltando ao AdSense do SAPO, ambos os comentários têm muito a ver.

    O problema é o seguinte, aparentemente o AdSense do SAPO vai ser, senão igual, muito parecido com o do Google.

    Como as regras do Google AdSense não permitem que se usem nas mesmas páginas anúncios contextuais com a mesma aparência do AdSense, vai haver uma hora que os donos de sites em Portugal (que não odeiam as empresas da PT) vão ter de prescindir de usar AdSense do Google para usar o do SAPO.

    Portanto, os donos de sites vão ter de optar. Se não houver mais nenhumas vantagens que o AdSense do SAPO, acredito que o principal critério de escolha venha a ser o que rende mais. Acredito que isso por si só já vai ser difícil.

    Como disseste que neste altura não podes comentar, não dá para saber se o AdSense do SAPO vai proporcionar vantagens suficientemente atraentes para os donos de sites abdicarem do AdSense do Google em favor do do SAPO.

    Resumindo, o AdSense do SAPO vai precisar de ser realmente muito mais vantajoso para abocanhar uma boa parte dos sites portugueses que usam o AdSense do Google. Receio que pequenas vantagens não sejam suficientes.

    Antes que me entendas mal, estou apenas a dar uma opinião com o intuito de ser crítica construtiva, ou seja para o que o SAPO não seja apenas um
    "me too", mas sim algo que proporcione mais valor aos donos de sites portugueses todos e utilizadores em geral do que outras coisas que já existem, como o AdSense do Google.

    Para não parecer que apenas venho criticar coisas que não estou a par, apesar de estar longe, sempre acompanho muito do que se passa em Portugal através de notícias. O feed da Tek é um de muitos feeds portugueses que assino.

    Acompanhei de longe o SAPO CodeBits. Achei porreiro, apesar de ser mais uma iniciativa do SAPO inspirada em outras que vieram de fora.

    Tive pena de não poder ir porque me identifico com o trabalho de muitos que lá foram ver e mostrar o que fazem na Web.

    Concerteza deu muito trabalho e exigiu muita dedicação. O mérito é de quem faz e não de quem apenas fala, Por isso dou os parabéns a ti e à tua equipa que concretizaram o evento.

    Espero que façam mais deste tipo de eventos e continuem a disponibilizar os videos na Web para os emigrantes como eu poderem ver o que perderam. ;-)
  • Celso
    Eu devia mandar-te para o meu disclaimer mas como és tu e estás há tanto tempo no Brasil eu vou abrir uma excepção e responder.

    Se há uma coisa que o SAPO faz bem em Portugal e que tem sido um dos pilares do nosso sucesso e que nos tem permitido continuar na corrida das audiências nos últimos anos, como uma concorrência global fortíssima, é partilhar receitas com parceiros.

    Um dos nossos "assets" mais valiosos é a nossa rede de parceiros e de produtores de conteúdos. As pessoas criaram a percepção de que o SAPO é um grande produtor de conteúdos mas a realidade é que os nossos conteúdos vêm em grande parte das parcerias que fazemos, e com cada parceiro há um modelo de negócio justo e win-win de partilha de receitas (se assim não fosse não seria saudável e não resistiria ao tempo, porque alternativas não faltam, e tem resistido). Fazemos isto muito antes de o Google ter aparecido com o AdSense meu caro.

    Andámos uns tempos perdidos é certo, depois da bolha de 2002-2003, à procura de uma estratégia de futuro, chegámos a cometer o erro dos conteúdos exclusivos mas rapidamente aprendemos a lição.

    Só para teres uma ideia, nós temos mais de 50 parceiros (ie: SIC, Lusomundo, Produções Fictícias, Reuters, Lusa, SportTV, Casa dos Bits, RTP, Diário Digital, etc etc etc) e com cada uma partilhamos percentagens justas das receitas que geramos com os conteúdos que eles produzem.

    Aliás, até há bem pouco tempo o próprio Google era um parceiro do SAPO com nós partilhávamos receitas (muitas). Fomos das primeiras empresas do mundo a fazer um acordo com eles, em '99 e ao que parece um dos primeiros a terminar.

    Em relação a um "AdSense SAPO" nós acabámos de lançar a nossa plataforma de anúncios textuais contextualizados. Neste momento estamos a fazer o deployment em toda a Rede SAPO de sites. Alguns Blogs grandes estão também já a testar a versão long-tail do produto (o do Jr é um deles mas não vais ver nenhum porque não estás em Portugal). Os próximos passos são muito ambiciosos, alguns são óbvios, alguns não são, mas não posso ainda falar sobre isso. http://anuncios.sapo.pt/

    Em relação aos microformatos.

    Eu li o artigo da zdnet e não vi em que medida é que dizes que o Google não tem planos para a web semantica.

    Eu iria mais longe e diria que o Google até foi um dos grandes percurssores da "web estruturada" quando inovaram não só com a qualidade da pesquisa e o page rank mas também pela postura aberta no que diz respeito à proliferação de APIs e software Opensource. Se não o tivesse feito talvez o Y! Open Search não fosse hoje uma prioridade da empresa.

    A única coisa que eu vejo no artigo é que o Norvig (que por acaso até vi agora na eTech e gostei) está mais preocupado nesta fase com a qualidade técnica das páginas e com a pouca capacidade da generalidade dos webmasters resolverem isso. E o Tim concorda.

    O page rank é muito bom mas trouxe também uma grande praga. Criou o SEO. Eu sou absolutamente contra a necessidade de fazer SEO (não estou a julgar os que o fazem, legitima ou abusivamente, atenção). O palavrão que eu gostaria que existisse é o MCO, My Content Optimization, e os Microformatos, o Opensearch, as APIs, e o próprio HTML5 são tudo ferramentas que vão ajudar a Web a estruturar-se mais, a ser mais descritiva, mais útil e mais justa para todos.

    Bjs.
  • Tanto quanto sei o Google não está em nenhuma corrida para suportar a Web semântica.

    Eles não estão muito inclinados a evoluir a indexação de conteúdos com marcação semântica, dentre vários motivos porque isso pode facilitar o spam nos resultados, como explicaram neste artigo:

    http://news.zdnet.co.uk/communications/0,100000...

    Quanto à Web semântica, muito se fala e pouco se vê em termos de aplicações de grande valor para os utilizadores.

    O Yahoo fez mais este anúncio, mas na verdade não mostrou nada pronto. Desconfio que não têm nada feito e apenas estão a testar a receptividade das ideias.

    Compreendo que queiram fazer algo de diferente para reconquistar o mercado de busca. Porém, receio que não saibam bem o que fazer e apenas estejam a fazer experiências que eventualmente não vão levar a grandes ganhos de audiência.

    A ideia de estimular os donos de sites a usar marcas semânticas e outras coisas como forma de fazer o Yahoo levar mais audiência aos sites, é interessante.

    Os esforços de SEO dos sites visam atrair mais visitas do Google, porque actualmente é o Google que leva mais visitas.

    Por isso é preciso que estas iniciativas levem mais utilizadores ao Yahoo para que tenham interesse para os donos de sites. Caso contrário, é tempo perdido.

    Se eu fosse do Yahoo eu focava-me em criar uma versão do YPN (Yahoo Publishers Network) mais parecida com o Google AdSense.

    Muitos sites usam o Google como busca interna porque o Google partilha lucros do AdWords com os sites através do AdSense for search.

    O YPN era para ser o AdSense do Yahoo, mas o Yahoo restringiu o YPN a grandes sites apenas do Estados Unidos. Se tivessem aberto o YPN para o mundo todo a sites de todos tamanhos, a conversa poderia ser outra.

    Resumindo, o fracasso de penetração do Yahoo na busca deve-se em parte à sua falta de visão por não partilhar lucros com todos sites.

    Isso é um problema recorrente em grandes empresas gananciosas que só vêm o mercado como forma de sacar dinheiro aos clientes, e dificilmente conseguem ver as oportunidades que teriam se partilhassem mais lucros com eventuais parceiros como o Google faz com o AdSense, ou o Facebook com o suporte a aplicações de terceiros.

    Agora a pergunta de retórica para ti Celso, a PT/SAPO vai continuar a ser uma empresa que apenas saca dinheiro dos clientes, ou vai ter uma mentalidade mais aberta de partilha de lucros com parceiros em grande escala como faz o Google e o Facebook?
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